Mostrando postagens com marcador ABORTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ABORTO. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Aborto: um olhar na perspectiva cristã católica

Aborto: um olhar na perspectiva cristã católica
Sobre a questão do aborto, Junges (2006, p.149-150) pondera: “Em geral, a discussão está reduzida às batalhas jurídicas, ou a descrição dos fatos sociológicos, descurando a reflexão ética que é a base primeira de qualquer bioética [...]”. Ora, prender-se ao “pode”, “não pode” do jurisdicismo, significa anular a dimensão simbólica do agir, tarefa peculiar da reflexão ética. O aborto é uma forma vulgar de tirar uma vida do ser humano. O feto é um projeto de corpo humano e olvidar isso, é ignorar o fantástico processo de vida humana.
A Igreja entra no fórum das discussões da bioética sobre o aborto, porque condena a tortura em quem quer que seja. Ela compreende que o ser humano na sua inteireza é para ser respeitado, nunca conspurcado. Por isso, condena toda experiência de cunho científico que coloca a vida em risco. Os cristãos compreendemos que o corpo humano é sagrado e, por isso, a Igreja é visceralmente contra a prática do abordo porque feto é um projeto de vida em formação.
Ora, na doutrina cristã, o direito de nascer é fundamental. E se a Igreja defende o feto, não se trata de ideologia, mas de preceitos evangélico que jamais abrem mão do direito à vida. José Fernandes de Oliveira (1997, p. 80), constata: “[...] É por causa do direito que um feto humano tem de nascer que a Igreja condena o aborto e a legalização do aborto. Foi concebido: tem o direito de nascer”. E acrescenta: “[...] O feto está na mulher, mas a mulher não é dona daquele feto, pela mesma razão que o piloto não é dono do passageiro que voa com ele".
Implica, portanto, dizer: abortar é negar um futuro ser humano a desenvolver-se, e a isso, não temos o direito, até mesmo porque acreditamos que o direito de viver é fundamental. Faz parte da fé cristã! E feto é realmente projeto de ser humano.
Referências:
OLIVEIRA, José Fernandes de. Católicos serenos e felizes: entre nós é assim... São Paulo: Paulus, 1997.
JUNGES, José Roque. Bioética: hermenêutica e casuística. São Paulo: Loyola, 2006.
 
Por: Iran Gomes Brito
DIOCESE DE BALSAS - MA CURSANDO TEOLOGIA em
Belo Horizonte – MG - FAJE - Departamento de Teologia

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

BISPO PRESIDE MISSA POR 54 MILHÕES DE BEBÊS MORTOS PELO ABORTO

BISPO PRESIDE MISSA POR 54 MILHÕES DE BEBÊS MORTOS PELO ABORTO
O Arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), presidiu uma Missa de réquiem pelos mais de 53 milhões de bebês abortados nesse país desde que a Corte Suprema legalizou o aborto com a sentença Roe vs Wade em 1973.
Em sua homilia na Catedral de Nossa Senhora de Los Angeles no sábado 21 de janeiro, o Arcebispo assinalou que “não podemos jamais deixar de fazer que o mundo saiba a verdade” já que a humanidade das pessoas não é uma “verdade religiosa ou católica” e sim uma “verdade da biologia e da ciência”.
O Prelado criticou a sentença da Corte Suprema que em 1973 deu ao estado a potestade de reger os direitos das pessoas.
As palavras do Arcebispo foram pronunciadas um dia depois de que a administração Obama anunciasse que não ampliará a isenção para os grupos religiosos que se opõem ao pagamento de planos de seguro médico para seus empregados que incluem esterilização e anticoncepcionais, inclusive os de efeito abortivo.
Dom José Gómez se referiu ao Evangelho do dia, que narra a fuga ao Egito da Sagrada Família para evitar que o Menino Jesus fosse assassinado logo que o rei Herodes ordenou acabar com todos os pequenos varões com menos de dois anos.
O Arcebispo alentou a rezar aos Santos Inocentes pelo estado da Califórnia e pelos Estados Unidos, e advertiu que ainda “existem Herodes” que aceitam e promovem a injustiça do aborto.
“O rei Herodes é um símbolo de todos os governantes e todas as forças de nosso mundo que temem e estão ciumentos de Deus… representa todos os que querem expulsar Deus do mundo e erradicá-lo da memória da sociedade”, disse o Prelado.
O amparo da vida humana, precisou logo, “é vital para a civilização porque em uma criança e na família vemos o amor de Deus”.
Deste modo exortou os presentes a serem “guardiães do direito à vida” como São José quando respondeu à voz de Deus que lhe pediu partir para o Egito.
“Precisamos dizer ao mundo as boas notícias deste Menino, que o Filho de Deus se fez carne no seio de Maria e que cada filho de uma mãe pode ser o filho de Deus”, concluiu.