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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

AGÊNCIA DA CEMAR EM ALTO PARNAÍBA FICARÁ FECHADA DE 16 A 20 NOVEMBRO

AGÊNCIA DA CEMAR EM ALTO PARNAÍBA FICARÁ FECHADA DE 16 A 20 NOVEMBRO
Veja as alteração no atendimento das agências do sul do Maranhão!
Foto: Smith Rosa
Na busca constante por melhorias no atendimento ao cliente, a Companhia Energética do Maranhão (Cemar) informa que, excepcionalmente, precisará alterar a rotina de atendimento presencial das agências de algumas localidades, por uma semana, para que os atendentes passem por treinamentos.
Durante a semana de 16 a 20 de novembro, algumas agências estarão fechadas para treinamento dos atendentes e outras agências precisarão ter atendimento encerrado um pouco mais cedo.
Por conta desta alteração, o cliente poderá nesse período buscar os nossos outros canais como alternativa:  Central de Atendimento 116 (funciona 24 horas e a ligação é gratuita); Chat de atendimento em nosso site:www.cemar116.com.br;  e ainda por meio do Aplicativo para tablets e smartphones disponível para Android e IOS.
Agências do sul do Maranhão que estarão fechadas (16 a 20/Novembro):
-Alto Parnaíba, Buritirana, Fortaleza dos Nogueiras, Governador Edson Lobão, João Lisboa, Loreto e São Pedro da Água Branca.
Agências do sul do Maranhão que precisarão ter atendimento encerrado a partir das 15h (durante o período da manhã o atendimento funcionará normalmente) (16 a 20/Novembro):
-Imperatriz, Açailândia e Balsas.

Assessoria de Imprensa da Cemar

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

SECRETÁRIOS SE REÚNEM COM EMPREENDEDORES DA REGIÃO

SECRETÁRIOS SE REÚNEM COM EMPREENDEDORES DA REGIÃO
Secretarias representadas: Indústria e Comércio e de Agricultura!
O governo do estado, por meio da secretaria de Indústria e Comércio, está estreitando o diálogo com empreendedores do sul do estado. Na sexta-feira (20), o secretário da pasta, Simplício Araújo, participou de plenárias na Associação Comercial de Açailândia, na de Imperatriz, e, no sábado (21), na Associação Comercial de Balsas.
“Ouvir os empresários, saber seus planos, projetos e onde o estado poderá ajudar para desentravar gargalos faz parte do nosso projeto para ajudar o Maranhão a se desenvolver. O governo precisa ser parceiro dos empreendedores e não apenas de alguns grupos”, afirmou o secretário.
Simplício explicou aos empresários o funcionamento do Conselho Empresarial do Maranhão (Cema) e garantiu que todas as cadeias produtivas do estado têm participação e podem, a partir de uma pauta técnica de trabalho, expor seus problemas para que o colegiado proponha soluções.
“Não estamos aqui impondo. Não vamos impor o Conselho Empresarial. Estamos discutindo juntos à sociedade, pois queremos um órgão que funcione, buscando alcançar os objetivos traçados. Os empresários são a força do empreendedorismo maranhense”, destacou.
Participaram das reuniões representantes das entidades locais da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL); da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL); da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomercio); além de prefeitos. Em Balsas, também esteve presente o secretário de Agricultura do Estado, Marcio Honaiser.

Fonte: SEINC

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ACONTECEU A 11ª ROMARIA DA TERRA E DAS ÁGUAS DO MARANHÃO

ACONTECEU A 11ª ROMARIA DA TERRA E DAS ÁGUAS DO MARANHÃO

O Regional Nordeste V realizou neste final de semana a sua 11ª Romaria da Terra e das Águas. 
 O evento aconteceu no Distrito de Piquiá, município de Açailândia, na Diocese de Imperatriz. Todas as 12 dioceses do Regional participaram ativamente com representações significativas e apresentações diversas.

 O tema da romaria deste ano foi: “Terra, água, direitos: resistir, defender, construir”, e o lema: “Precisamos destruir as forças que destroem o planeta”(cf. Ap 11, 18 c). 

Este tema foi escolhido para refletir o tema da Campanha da Fraternidade de 2011 a partir da realidade concreta do povo maranhense.
A romaria foi preparada durante um ano por uma equipe de trabalhos do Regional, que procurou envolver os fiéis na sua preparação a partir de um subsídio com quatro encontros para reflexão que foi realizado por grupos de rua em todo o Estado do Maranhão.
 Os dois pontos altos foram a Santa Missa, concelebrada por nove bispos e mais de setenta presbíteros, com a participação de mais de dez mil fiéis, e a caminhada do povo de Deus, numa extensão de aproximadamente quatro quilômetros.
O ato teve início às 19h00 do sábado, 10 e estendeu-se por toda a noite, e o seu término foi às 09h30 do domingo 11.

Enviado pelo colaborador: Delcione Santos

ROMARIA DA TERRA: CARTA DE UM MORADOR DE PIQUIÁ AO SEU NETO

ROMARIA DA TERRA: CARTA DE UM MORADOR DE PIQUIÁ AO SEU NETO

POR ROMARIA DA TERRA E DAS ÁGUAS PIQUIÁ - AÇAILÂNDIA
 Edvar vive num povoado pequeno, nas periferias de Açailândia, profundo interior do Maranhão.Infelizmente, ele até hoje não é dono de sua história, porque reside onde ninguém gostaria de morar.Quando chegou no Piquiá gostou muito do nome daquela localidade: homenagem a uma das maiores árvores da região, com frutos gostosos.
Depois de poucos anos, porém, além dele chegou o “desenvolvimento”, que mudou até o nome do povoado transformando-o em “Pequiá”, acrônimo por “Petroquímico Açailândia”. A própria “Cidade do Açaí”, outro fruto saboroso típico da região, perdeu o sentido de seu nome: progresso e respeito da vida aqui não conseguem morar juntos.
Bem ao lado da casa de Edvar instalaram-se 14 fornos siderúrgicos, uma usina termelétrica e, agora, uma aciaria. Os seres humanos que moram na região são pouco mais que peças dessa máquina industrial.
Nós missionários e companheiros desse povo sofrido tentamos acompanhar essa luta pelos direitos socioambientais e, junto com eles, cultivamos a esperança e a utopia. Por isso, emprestamos a caneta ao seu Edvar, que escreveu essa carta para o netinho dele, recém-nascido:
Caro Moisés, me desculpe.
Quando você souber ler e conseguir entender minha carta, não sei se ainda estarei aqui (também porque dizem que toda essa poluição, além de partir o coração, mata os pulmões da gente!).
Mas desde já peço desculpa por entregar-lhe uma casa e um povoado tão sujo e destruído.
Tentei de muitas maneiras impedir toda essa violência, sabe?
Até os padres deram risadas quando souberam que um dia, desesperado, escrevi ao presidente Lula! Estudei atá a oitava série incompleta, não tinha ideia de quem podia me ajudar.
Mas o presidente me respondeu, viu?! Me disse de contatar “os órgãos encarregados”.
Graças a Deus que os padres e o Centro de Defesa se juntaram a mim e me orientaram. Eu sinto que são amigos.
Isso queria te dizer: escolha desde cedo amigos de confiança! Um amigo não é quem faz as coisas para ti, mas quem te incentiva e ensina como fazer acontecer um sonho.
Isso mesmo, um sonho. Sabe, Moisés, nunca perca seus sonhos.
Hoje em dia alguém pode até querer comprá-los, como fizeram as firmas do plantio de eucalipto com os meus colegas: compraram suas pequenas terras para dar espaço à monocultura, para produzir carvão para as siderúrgicas, e com isso muitos companheiros meus venderam seus sonhos por dinheiro.
Meu sonho sempre foi sair daqui. Claro, cheguei antes das siderúrgicas e teria direito de ficar em lugar delas. Mas essas firmas são poderosas demais e no começo não conseguimos levantar a voz nem impedir que se instalassem. Elas escolhem os lugares onde o povo é mais fraco, nos convencem com  promessas vagas de trabalho e riqueza, e assim fazem a cabeça dos demais.
Quando chegaram, logo se levantou uma cortina de fumaça entre as firmas e nossas casas: além da poluição, me fez pensar que desde o começo tinham algo a esconder e que todas aquelas promessas não iriam se realizar tão facilmente.
Pouco tempo depois, uma enxurrada de eucaliptos chegou a invadir os nossos quintais e cercaram o povoado. Era a chamada “cortina verde”, para -dizendo eles- proteger as casas da poluição.
E assim, entre fumaça e esses palitos de eucalipto, aprendemos que as firmas gostam de levantar 'cortinas' e esconder-se atrás delas.
Por um certo tempo, tentamos esmolar alguma benfeitoria desses ricos empreendedores: se tiveram tanto dinheiro para instalar as firmas, talvez com umas migalhas de sobra poderiam até transferir nossas casas numa região menos poluídas.
Um dia, Moisés, tomei coragem e fui conversar diretamente com o dono. Pensei: “meu neto ficará orgulhoso de mim!”. Pois é, ele me recebeu, me escutou... mas no final até zombou de mim! Disse que era fácil, disse que a firma tinha muitas pás carregadoras, dava para carregar as casas assim como elas estão e levá-las para qualquer lugar num outro bairro!
Fiquei triste e constrangido; pensei que nós pobres só valemos como enfeite quando as firmas querem mostrar algum gesto de “responsabilidade social”: um patrocínio para o time de futebol local, uma sessão de cinema para o povo se divertir, umas aulas de alfabetização para adultos, sem mais compromisso.
Minha revolta encontrou o apoio de outros e decidimos entrar na justiça. Um gesto corajoso: finalmente, pensávamos, essas firmas vão nos escutar. Éramos 21 famílias pedindo indenização por danos à saúde.
Mais uma vez nos organizamos sozinhos e fomos à luta. A beleza dessa luta é que a gente não cansa, e quando houver uma derrota, a gente reage com mais ânimo e convicção: é claro demais que a gente é vítima, há uma injustiça evidente! A lei não poderá se enganar: seremos ressarcidos!
Às vezes também os avós se iludem e sonham que nem um jovem inexperiente... afinal é a esperança que nos sustenta. Mas aprendi, Moisés, que a esperança é uma criança que precisa de duas irmãs mais velhas: a paciência e a sabedoria.
De fato, a justiça se enganou: até agora estamos esperando uma resposta dela, o processo avança lento demais, dizem que faltam provas suficientes, que não tem como indenizar...
Talvez a justiça seja cega, mas a minha impressão é que cheira bem e gosta do perfume dos que têm dinheiro. Não sei se posso dizer isso abertamente, Moisés, talvez vou me comprometer demais, mas   escrevo só para ti assim que não se decepcione no futuro assim como aconteceu comigo.
O que te garanto, meu netinho, é que, apesar da decepção, seu avô nunca vai desanimar! Afinal estou lutando não para mim, mas para todas vocês crianças, que não merecem tudo isso.
Gostaria, para um dos seus próximos aniversários, te dar em presente uma nova terra, limpa, sadia, livre! É bem por isso que quando você nasceu tanto insisti para que seu nome fosse Moisés: a sua  geração, tenho certeza, abrirá junto a nós novos caminhos de libertação e vida dentro desse modelo violento de desenvolvimento.
Aliás, tenho a impressão que para nós em Piquiá o caminho de libertação já começou há tempo. Reunir o povo muitas e muitas vezes sem que ninguém desanime é o milagre da resistência; conseguir manter uma única voz frente às empresas, sem ceder a possíveis propostas particulares e sedutoras que dividem o grupo, é o milagre da unidade.
Nessas semanas, além disso, algo novo aconteceu. O Ministério Público, pela pressão popular, entrou mais decididamente no conflito e fez uma proposta concreta de negociação.
Que orgulho poder sentar, finalmente de igual para igual, numa mesa de dialogo com os presidentes das empresas e dos sindicatos patronais, os advogados, os promotores... e esse seu avô simples mas corajoso!
Não cheguei ao presidente Lula, mas tenho conseguido fazer de minha condição humilde uma denúncia forte contra as contradições das empresas!
A gente vive em barracas, mas em cima de nossas cabeças passam trens da companhia Vale carregados de minério de ferro para exportação: 45 milhões de reais por dia.
Muitos meus amigos acabaram sendo demitidos pelas siderúrgicas no final de 2008, mas descobrimos que elas exportaram no mesmo ano mais de 138 milhões de reais, melhorando de muitos os patamares do ano anterior.
Pois é, Moisés, enquanto os pobres custam a sobreviver, os grandes continuam crescendo. Mas dessa vez a contradição está sendo gritante aos olhos de muitos, e esses empreendedores têm um medo danado de estragar sua imagem! Aqui no Piquiá costumamos repetir que também nossos gigantes têm os pés de barro!
Somos nós o barro desses poderosos: até quando ficarmos calados e obedientes, eles permanecem de pé. Mas se o barro começa a se mexer, meu amigo... Saiam todos da frente!
Moisés: eu me mexi, também em teu nome.  Espero que essa onda não se acalme mais.
Com carinho,
teu avô Edvar.
Enviado pelo colaborador: Delcione Santos

sábado, 10 de setembro de 2011

ROMARIA DA TERRA E DAS ÁGUAS DO MARANHÃO DENUNCIA OS GRANDES PROJETOS

ROMARIA DA TERRA E DAS ÁGUAS DO MARANHÃO DENUNCIA OS GRANDES PROJETOS
Hoje, 10 de setembro, a Igreja Católica do Maranhão inteiro se reuniu no povoado de Piquiá (Açailândia-MA), para celebrar a 11ª Romaria da Terra e das Águas, mostrando solidariedade às vítimas de um desenvolvimento descontrolado e de todos os impactos dos grandes projetos do Maranhão.
Há cinco anos a Romaria da Terra e das Águas do Maranhão, se fez pública e corajosa, envolvendo o Ministério Público, a Defensoria, a mídia nacional e internacional. Os poderosos foram desafiados por trezentas famílias de um pequeno povoado, e tiveram que se dobrar, pelo menos para escutar o grito desses sofredores.
A igreja de todos os cantos do Maranhão, também, quer ser romeira nesse Êxodo rumo a um novo Piquiá, um novo Maranhão, um outro jeito de viver bem, em equilíbrio e harmonia.

sábado, 3 de setembro de 2011

ROMARIA DA TERRA, DAS ÁGUAS E DOS DIREITOS

11ª ROMARIA DA TERRA, DAS ÁGUAS E DOS DIREITOS
Vem aí nos dias 10 e 11 de setembro a Romaria da Terra, das Águas e dos Direitos.
O evento que acontecerá na Diocese de Imperatriz, na cidade de Pequiá - Açailândia.
Vamos organizar uma boa caravana com representantes de todas as comunidades para participar e defender nossos direitos à terra e água de boa qualidade.
Que o Senhor ilumine e fortaleça a todos/as na missão evangelizadora.