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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

POR QUE FAZER TRANSIÇÃO DE UM GOVERNO PARA OUTRO?

POR QUE FAZER TRANSIÇÃO DE UM GOVERNO PARA OUTRO?
Veja as leis!
Para começar o assunto, a o princípio básico de um processo de transição é não haver a descontinuidade dos serviços públicos.
Trocando em miúdos, o cidadão não deve (ou deveria) ser penalizado porque o atual prefeito perdeu a eleição. Se a votação dele não foi suficiente é porque não fez jus aos compromissos assumidos com os seus eleitores.
Agora não adiante penalizar a população não pagando fornecedores, servidores contratados e até, pasmem, levando as tomadas do prédio da prefeitura. Um espetáculo, no mínimo, ridículo. Enfim, a transição é um processo de mudança natural.
Para assegurar isso, o governo estadual editor da Lei nº 10.219/2015, de 31 de março de 2015, que Institui a Transição Republicana de Governo, dispõe sobre a formação da equipe de transição, define o seu funcionamento e dá outras providências.
Da mesma forma, que o Art. 156 da Constituição do Estado do Maranhão que no prazo de dez dias após a proclamação do resultado da eleição municipal pelo Juiz Eleitoral da respectiva Zona, o Prefeito Municipal deverá entregar ao sucessor, relatório da situação administrativa municipal, que conterá obrigatoriamente:
I – relação das dívidas do Município por credor, com as datas dos respectivos vencimentos;
II – medidas necessárias à regularização das contas municipais junto ao Tribunal de Contas do Estado e da União, referentes a processos que se encontram pendentes, se for o caso;
III – situação dos contratos com empresas concessionárias de serviços públicos;
IV – relação dos contratos para execução de obras já em andamento ou apenas formalizados, informando o que foi realizado e pago, bem como o que há para realizar e pagar referente aos mesmos;
V – transferências a serem recebidas da União e do Estado, referentes a convênio;
VI – relação dos servidores municipais efetivos e comissionados com a respectiva lotação e remuneração.
Mãos à obra e sucesso no processo de transição!!!
Por Welliton Resende
auditor Federal de Finanças e Controle da CGU
ex-auditor do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão

Fonte (editada): Blog do Neto Ferreira

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DEPUTADO PEDIRÁ INVESTIGAÇÃO DE ROSEANA SARNEY POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

DEPUTADO PEDIRÁ INVESTIGAÇÃO DE ROSEANA SARNEY POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
O deputado federal Simplício Araújo (PPS-MA) vai ingressar, nesta semana, com representação na Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de inquérito contra a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), por improbidade administrativa. A ação no Ministério Público se baseia em relatório produzido pelo parlamentar em vistoria, realizada na sexta-feira passada, em unidades de saúde do “Programa Saúde é Vida”. De acordo com o Simplício, nos nove municípios que foram visitados, a situação é de “descalabro”.
Sem estrutura para funcionar, hospital de Roseana Sarney serve de pasto para jumenta.
“A situação é de total desperdício de dinheiro público. As imagens são chocantes. Encontramos hospitais que foram incendiados; outros não têm sequer água encanada e pessoal. Uma unidade foi construída a 50 metros de um curral”, revelou Simplício.
O parlamentar ingressará ainda com proposta na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara pedindo ao TCU (Tribunal de Contas da União) que investigue o descaso com o patrimônio público. Simplício pedirá ainda providências à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério da Saúde. O deputado federal Domingos Dutra (PT-MA) acompanhou a vistoria.
Na visita a Alto Alegre, Matões do Norte, Peritoró, Bela Vista, Bernardo do Mearim, Lago dos Rodrigues, Lago do Junco, Conceição do Lago Açu e Marajá do Sena, o deputado Simplício disse ter visto “muito mato, urtiga, plantação de maxixe e cobra, menos gente sendo tratada”. A estimativa é de que já foi gasto mais de R$ 1 bilhão na construção desses hospitais. Grande parte desse dinheiro são recursos federais.
Segundo Araújo, das 72 unidades de saúde prometidas, em campanha, pela governadora Roseana Sarney, apenas quatro estão funcionando. A promessa era de que as obras seriam entregues à população em dezembro de 2010. “A governadora deve explicações aos órgãos de controle e à população maranhense”, afirmou o parlamentar.