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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

BOLSA FAMÍLIA REDUZ POBREZA DIZ ESTUDO

BOLSA FAMÍLIA REDUZ POBREZA DIZ ESTUDO
Bolsa Família reduziu em 28% a extrema pobreza!
Imagem: Reprodução
 Estudo do Ipea mostra que cada real investido no programa estimula um crescimento de R$ 1,78 no PIB e reverte em R$ 2,40 no consumo final das famílias
O Bolsa Família é o programa de transferência de renda condicionada que consegue o maior resultado, em termos de redução da pobreza e de retorno à economia, com o menor custo para o governo segundo padrões internacionais. Cada real investido no programa gera um retorno de R$ 1,78 para a economia e um efeito multiplicador de R$ 2,40 sobre o consumo final das famílias. Os dados fazem parte do estudo Efeitos macroeconômicos do Programa Bolsa Família - uma análise comparativa das transferências sociais, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgados nesta terça-feira (15) pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e pelo presidente do Ipea e ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Neri, em Brasília.
O estudo comparou o programa Família a outras sete transferências públicas. Os dados revelam que o impacto do Bolsa Família na redução das desigualdades é 369% maior em relação aos benefícios previdenciários em geral e 86% maior se comparado ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago a idosos e pessoas com deficiência. E tudo isso com o investimento de R$ 24 bilhões por ano, que equivalem a apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Nos seus dez anos de existência, o Bolsa Família reduziu em 28% a extrema pobreza no Brasil.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

BEIJA-FLOR NÃO GANHOU NEM COM OS 10 MILHÕES DE ROSEANA

BEIJA-FLOR NÃO GANHOU NEM COM OS 10 MILHÕES DE ROSEANA 
Terminada a apuração do Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro, que aconteceu na tarde desta quarta-feira na Sapucaí, a Unidos da Tijuca foi eleita a campeã do carnaval carioca, alcançando 299,9 pontos. Por sua vez, a Beija-Flor, uma das favoritas ao título e que recebeu uma turbinada de cerca de R$ 10 milhões do governo maranhense para o enredo sobre os 400 anos de São Luís, ficou em apenas quarto lugar (298,9), atrás ainda de Vila Isabel e Salgueiro.
No decorrer da apuração, os jurados deram notas bastante baixas a agremiação de Nilópolis, principalmente nos quesitos comissão de frente (foi representada por uma grande serpente), evolução e enredo (São Luís – O Poema Encantado do Maranhão), falhas as quais já haviam sido pontuadas pelo blog.
A exaltação exacerbada do misticismo (umbanda, candomblé) e a exploração desconexa do sofrimento dos escravos em detrimento de uma abordagem mais ampla do folclore, da culinária, da arte, casarões, azulejos, patrimônio cultural e histórico e das belezas de São Luís não passaram despercebidos pela comissão julgadora, contribuindo dessa forma para a pontuação pífia da Beija-Flor.
Bom, deixando paixões políticas e partidarismos de lado, só depois de algum tempo saberemos se o gasto milionário feito pelo governo Roseana Sarney realmente foi bem empregado, entretanto uma coisa não mudou com o desfile da Beija-Flor: nosso Maranhão continua amargar os piores indicadores socioeconômicos do país, com 36 municípios maranhenses entre os 100 mais pobres do país; São Luís continua a 5ª capital mais violenta do Brasil e a 26ª mais violenta do mundo; a capital possui um aeroporto (aerotenda) semelhante a uma praça de guerra, esgotos estourados por todos os lados e praias impróprias para banhos; mais da metade da população do Estado é analfabeta, onde 240 mil crianças em idade de 7 a 14 anos trabalham para sobreviver; mais de 3 milhões de maranhenses na dependência do Bolsa Família, ou seja, uma soma de fatores que resultam no pior IDH do país.
Ainda bem que a Beija-Flor não foi vice, senão a Unidos da Tijuca correria sério risco de ser cassada. Infelizmente os 10 milhões do governo do Maranhão não foram suficientes para comprar as notas ‘10’ dos jurados. O quarto lugar da Beija-Flor pelo menos combinou com o quarto centenário de São Luís.

sábado, 19 de novembro de 2011

POBREZA E MISÉRIA: MARANHÃO MAIS UMA VEZ PASSA VEXAME EM REDE NACIONAL

POBREZA E MISÉRIA: MARANHÃO MAIS UMA VEZ PASSA VEXAME EM REDE NACIONAL
A equipe do JN no Ar foi para o Maranhão, mostrar como é a vida em um município do estado que tem o menor rendimento médio, segundo o IBGE.
A equipe encontrou muita gente sofrendo, reclamando por falta d’água e também usando uma água muito barrenta, que era só o que tinha. São brasileiros de Vargem Grande, no interior do Maranhão, que mal ganham para comer. A TV Mirante teve participação fundamental no trabalho, que começou nas primeiras horas do dia.
O avião do JN no Ar voou três horas do Rio até São Luís, capital do Maranhão. A equipe chegou no começo da madrugada e ainda não tinha amanhecido quando partiu para vargem Grande. Uma viagem de duas horas pelas BRs 135 e 222, onde a equipe flagrou 15 pessoas na carroceria de uma caminhonete.
Vargem Grande tem quase 50 mil habitantes, segundo o IBGE. Desse total, 36% da população vivem com a renda de até R$ 70, patamar considerado de extrema pobreza.
É assim que Dona Marlene vive. “A gente compra um quilo de carne, um fardo de arroz, e o que sobra? Nada. Mas a gente ainda precisa da roupa, do calçado, da rede para dormir”, lamenta.
A renda média mensal dos moradores de Vargem Grande não passa dos R$ 156, segundo o IBGE. Boa parte dos moradores depende de ajuda do Governo Federal. Nesta sexta-feira (18), por exemplo, era dia de entrega do Bolsa Família. A fila era grande desde as primeiras horas da manhã.
Para quem tem no programa social a única fonte de renda, é difícil escapar da fome. Dona Maria José e as duas filhas vivem com R$ 134, por mês, do Bolsa Família. Mas tem uma hora do mês que o dinheiro acaba e a comida também. Há cinco dias, só tem arroz para comer.
Em outra casa, pé de frango é o único alimento da família. Pelas ruas do centro da cidade, esgoto correndo a céu aberto. O mesmo acontece na porta do único hospital da cidade. A falta de saneamento básico, que abrange coleta de lixo e redes de água e esgoto, atinge mais de 50% da população.
O bairro de Fátima, um dos mais pobres da cidade, fica na periferia de Vargem Grande. A maior parte das casas é feita de taipa, não tem esgoto, a água corre pelo chão. E o uso do banheiro é uma dificuldade.
As famílias cavam poços atrás de água, mas não dá para usar porque tem muita sujeira no que encontram. A maior parte dos moradores tem que buscar água a muitos quilômetros de distância.
Uma família depende do único açude na zona rural e só encontra água barrenta: “Nós não temos outra opção, não temos poço, não temos nada. A água que temos é essa. Nossa solução é essa daqui”, diz uma moradora.
“É um município pobre e que não tem rendas próprias, infelizmente a gente tem que depender do Governo Federal e do governo do estado para que a gente possa fazer alguma coisa em benefício da população”, declarou Miguel Fernandes (PMDB), prefeito de Vargem Grande.
A economia que cresceu com base no comércio e na produção artesanal de cerâmicas, registra índices altos de desemprego e violência.
Outra carência do município de Vargem Grande é a educação. No povoado de Bananal, a única escola para as dez crianças da zona rural tem parede caída, cadeiras e mesas inadequadas para crianças pequenas e um teto que não protege da chuva.
O índice de analfabetismo no município é considerado alto pelo IBGE. “Muitas vezes, eles perguntam muito pela merenda. Que horas chega a merenda, se tem merenda, porque estão com fome. Aí atrapalha muito porque, às vezes, eles vêm mais pensando na merenda”, revela a professora Orlene Mesquita Silva.
Esta terra, onde direitos básicos só são conquistados com muita luta, é um pedaço do Brasil que muitos brasileiros não conhecem.
O governo do Maranhão enviou uma nota à equipe do Jornal Nacional, segundo ele, dando algumas explicações que influenciariam nesse resultado de o estado ter a menor renda média familiar, de acordo com o IBGE.
Uma das explicações seria o fato de que, no estado, as famílias têm muitas crianças e adolescentes, o que significa menos gente trabalhando, por isso um salário menor e renda mais baixa.
A outra explicação seria a grande concentração da população na zona rural, onde os salários são mais baixos e as rendas também.
O JN no Ar segue par Vinhedo, no interior de São Paulo, um dos estados mais ricos da União, para fazer uma comparação com Vargem Grande e mostrar as desigualdades sociais entre as duas cidades, segundo dados do IBGE.
Fonte: Blog de John Cutrim / Jornal Pequeno